Má Educação – Peça em 3 Rounds

O que é a Educação? Como se educa? O que se educa? Educa-se para quê? Para onde? Quem define o que é o futuro? Como se pode saber se estamos preparados para o futuro? E como se pode estar preparado para o futuro com fórmulas do passado?

Se a educação precede sempre um momento da vida em que se está fora dela, se está “formado”, como se diz, como é que a educação pode fugir à armadilha do passado? Como é que ela pode criar os espaços que permitem que uma criança educada ontem possa romper com a linha do tempo amanhã e usar qualquer coisa que foi aprendida num tempo anterior para rebentar com esse tempo e abrir o espaço do futuro? Se nos limitamos a reproduzir modelos educativos, ou se fechamos a educação num pequeno período da vida, corremos o risco de nos tornar obsoletos muito rapidamente.

20% da população mundial está sujeita a educação formal. Uma em cada 5 pessoas. E envolvidos nesse fenómeno estão milhares de professores, auxiliares, gestores e administradores. E o que é mais estranho é que o pensamento dessas pessoas todas sobre o sentido da sua vida e do seu trabalho não é tido em conta no pensamento das políticas e na definição de estratégias relativas à educação. Interessa-nos explorar não só o espaço da educação formal, mas também espaços de educação não-formal, ao longo da vida: creches, jardins de infância, escolas básicas, preparatórias, escolas secundárias, faculdades/universidades, centros de formação, universidades sénior…

A partir de uma pesquisa alargada sobre a educação, em cena poderemos vir a assistir a um combate: entre gerações, entre ideologias, entre estruturas de poder.

 

A criação deste espectáculo é baseada num longo processo de pesquisa, junto de adultos ligados ao universo escolar e junto de crianças de 4º e 5º anos de escolaridade, de modo a obter um retrato alargado e uma vasta coleção de ideias sobre Educação.

 

Como culminar da pesquisa desenvolvida, e a par da apresentação do espectáculo, teve lugar a conferência O Meu Ministério da Educação, um encontro feito com o contributo de várias vozes, dos mais jovens aos mais experimentados, para pensar em conjunto uma ideia utópica de educação.

em criação

Próximas datas

  • [ESTREIA] 12 a 17 Dezembro, São Luiz Teatro Municipal (Lisboa)
  • 1 a 4 Março '23, Centro Cultural Vila Flor (Guimarães)
  • 16 a 18 Março '23, Teatro do Campo Alegre (Porto)

Encenação
Miguel Fragata

Texto
Inês Barahona

Coreografia
Victor Hugo Pontes

Interpretação
Ana de Oliveira e Silva, Carla Galvão e Teresa Gentil

Participação especial
Vitória Fragata

Interpretação LGP
Valentina Carvalho e Cláudia Braga 

Música
Hélder Gonçalves

Desenho de luz
Rui Monteiro

Cenografia
Fernando Ribeiro

Figurinos
José António Tenente

Desenho de som
Nelson Carvalho

Operação de som
Nelson Carvalho e Tiago Correia

Direcção técnica e operação de luz
Luís Ribeiro

Construção de cenografia
Josué Maia

Orientação dos ateliers de pesquisa
Inês Barahona, Vera Alvelos e Manuela Pedroso

Documentário vídeo
Joana X e Nuno Marques

Produção executiva
Luna Rebelo e Sofia Bernardo

Comunicação
Maria Salgado e Rita Tomás (consultoria)

Produção
Formiga Atómica

Co-produção
São Luiz Teatro Municipal, Teatro Municipal do Porto . Campo Alegre, A Oficina/Centro Cultural Vila Flor

Apoios
PNA – Plano Nacional das Artes, CCB – Centro Cultural de Belém, CEA – Centro de Experimentação Artística da Moita, EGEAC – Galerias Municipais, Fundação Arpad-Szenes Vieira da Silva

Agradecimentos
Ana Lobato, Joana Costa Santos, Causas Comuns, Marina Deus, VITORIA – Nobre Arte

Público-alvo

todo o público M/10

Duração

aprox. 60min

 

Acessibilidade

Espectáculo bilingue (Português e Língua Gestual Portuguesa) e disponível com o recurso de audiodescrição (AD)