Fake [ criação 2020 ]

“Fake” gravita em torno da figura de Norma B.: uma famosa escritora de romances policiais. Na sua bibliografia, encontra-se um título curioso: “Como Assassinar O Seu Marido”, a história de uma mulher que, como o próprio nome indica, não termina sem que o seu marido seja assassinado. É esse título que lhe traz notoriedade, pela circunstância de, alguns anos depois, Norma ser detida, acusada pela misteriosa morte do seu próprio marido – um famoso professor de culinária.

Mesmo antes de poder pronunciar-se, Norma é julgada publicamente. A sua obra é a prova irrefutável da sua culpa. Os textos escritos por si para dar voz às suas personagens, às suas criaturas, são imputados à criadora. Os seus movimentos mudos, escrutinados em todas as redes sociais. Um súbito close-up sobre a forma como transporta um saco de lixo parece dizer tudo, segundo os seus vizinhos. Para a imprensa mundial, a autora de um título tão sugestivo, só pode ter as piores das intenções. A verdade parece evidente, não?

“Fake” explora as tensões entre a verdade e a mentira, informação e desinformação, crenças individuais, colectivas e a nossa propensão para acreditar nos preconceitos que carregamos. Em “Fake”, o Teatro dialoga com o Cinema, numa tentativa de destrinçar a verdade da mentira. A câmara faz o papel de um polígrafo implacável, procurando distinguir um bom actor de um mau mentiroso, num derradeiro close-up.


A Formiga Atómica sugere a visita regular ao “Fake Weekly“, plataforma de notícias orgulhosamente falsas que acompanha a criação e digressão do espectáculo a par com a actualidade, onde se reúnem os contributos de uma enganosa equipa de redacção, orientada pelo jornalista Frederico Batista.

em criação

Próximas datas

  • 20 Novembro, 23 Milhas
  • 30 Janeiro '21, Teatro Virgínia
  • 16 e 17 Abril '21, Cine-Teatro Louletano

Encenação
Miguel Fragata
Texto
Inês Barahona e Miguel Fragata
Tradução para inglês
Patrícia Azevedo da Silva
Com
Anabela Almeida, Carla Galvão, Duarte Guimarães, João Nunes Monteiro e Beatriz Batarda, Sandra Faleiro ou Teresa Madruga
Interpretação vídeo
Beatriz Batarda, Cirila Bossuet, Isabel Abreu, Madalena Almeida, Márcia Breia, Sandra Faleiro, Sílvia Filipe e Teresa Madruga
Música
Hélder Gonçalves
Cenografia
Henrique Ralheta
Figurinos
José António Tenente
Desenho de luz
Rui Monteiro
Desenho de som
Nelson Carvalho
Vídeo
Tiago Guedes (realização), João Gambino (direcção técnica), Bernardo Santos e Francisco Romão (operação)
Direcção técnica
Cláudia Rodrigues
Construção da cenografia
Thomas Kahrel
Design
Mariana Rosa (notícias) e Rita Vieira (marcas)
Produção
Clara Antunes e Luna Rebelo / Formiga Atómica
Coprodução
TNDMII, TNSJ, Cine-Teatro Louletano, Formiga Atómica
Apoio financeiro
Câmara Municipal de Lisboa
Apoio à residência artística
Centro Cultural de Belém, Pólo Cultural das Gaivotas | Boavista, Companhia Olga Roriz
Apoio
ETIC – Escola de Tecnologias, Inovação e Criação
Agradecimentos
Hospital das Bonecas, José Maria Senart, Manuel Silva, Nome Próprio, Nuno Madeira, Freepik.com

Público-alvo
Todo o público M/16
Duração
120min aprox.
Estreia
A anunciar