Fake

“Fake” gravita em torno da figura de Norma B.: uma famosa escritora de romances policiais. Na sua bibliografia, encontra-se um título curioso: “Como Assassinar O Seu Marido”, a história de uma mulher que, como o próprio nome indica, não termina sem que o seu marido seja assassinado. É esse título que lhe traz notoriedade, pela circunstância de, alguns anos depois, Norma ser detida, acusada pela misteriosa morte do seu próprio marido – um famoso professor de culinária.

Mesmo antes de poder pronunciar-se, Norma é julgada publicamente. A sua obra é a prova irrefutável da sua culpa. Os textos escritos por si para dar voz às suas personagens, às suas criaturas, são imputados à criadora. Os seus movimentos mudos, escrutinados em todas as redes sociais. Um súbito close-up sobre a forma como transporta um saco de lixo parece dizer tudo, segundo os seus vizinhos. Para a imprensa mundial, a autora de um título tão sugestivo, só pode ter as piores das intenções. A verdade parece evidente, não?

“Fake” explora as tensões entre a verdade e a mentira, informação e desinformação, crenças individuais, colectivas e a nossa propensão para acreditar nos preconceitos que carregamos. Em “Fake”, o Teatro dialoga com o Cinema, numa tentativa de destrinçar a verdade da mentira. A câmara faz o papel de um polígrafo implacável, procurando distinguir um bom actor de um mau mentiroso, num derradeiro close-up.


A Formiga Atómica sugere a visita regular ao “Fake Weekly“, plataforma de notícias orgulhosamente falsas que acompanha a criação e digressão do espectáculo a par com a actualidade, onde se reúnem os contributos de uma enganosa equipa de redacção, orientada pelo jornalista Frederico Batista.

disponível para digressão

Próximas datas

  • 17 Out, Centro Cultural do Cartaxo [ estreia ]
  • 23 Out, Teatro Municipal de Bragança
  • 06 Nov, TEMPO-Teatro Municipal de Portimão
  • 20 Nov, Casa da Cultura de Ílhavo
  • 03 a 20 Dez, Teatro Nacional D. Maria II, Lisboa
  • 16 Jan '21, Centro das Artes do Espectáculo de Portalegre
  • 23 Jan '21, Convento São Francisco
  • 30 Jan '21, Teatro Virgínia
  • 24 a 28 Fev '21, Teatro Carlos Alberto
  • 16 e 17 Abr '21, Cine-Teatro Louletano

Encenação
Miguel Fragata
Texto
Inês Barahona e Miguel Fragata
Com
Anabela Almeida, Carla Galvão, Duarte Guimarães, João Nunes Monteiro e Beatriz Batarda, Isabel Abreu ou Sandra Faleiro
Interpretação vídeo
Beatriz Batarda, Cirila Bossuet, Isabel Abreu, Madalena Almeida, Márcia Breia, Sandra Faleiro, Sílvia Filipe e Teresa Madruga
Vídeo
Tiago Guedes (realização), João Gambino (direcção técnica), Bernardo Santos e Francisco Romão (operação)
Cenografia
Henrique Ralheta
Figurinos
José António Tenente
Desenho de luz
Rui Monteiro
Música
Hélder Gonçalves
Desenho de som
Nelson Carvalho
Direcção técnica
Cláudia Rodrigues
Construção da cenografia
Thomas Kahrel
Design
Mariana Rosa (notícias) e Rita Vieira (marcas)
Tradução para inglês
Patrícia Azevedo da Silva
Produção
Clara Antunes e Luna Rebelo / Formiga Atómica
Coprodução
TNDMII, TNSJ, Cine-Teatro Louletano, Formiga Atómica
Apoio financeiro
Câmara Municipal de Lisboa
Apoio à residência artística
Centro Cultural de Belém, Pólo Cultural das Gaivotas | Boavista, Companhia Olga Roriz
Apoio
ETIC – Escola de Tecnologias, Inovação e Criação
Agradecimentos
Eric da Costa, Freepik.com, Hospital das Bonecas, José Maria Senart, Manuel Silva, Nome Próprio, Nuno Madeira, Silvestre Borges

Público-alvo
Todo o público M/16
Duração
1h45 aprox.
Estreia
Centro Cultural do Cartaxo | 17 Outubro 2020