A Formiga Atómica é uma companhia de teatro, fundada e dirigida por Miguel Fragata e Inês Barahona. As suas criações inscrevem-se em questões contemporâneas e destinam-se a todo o público. Os espetáculos da Formiga Atómica são habitualmente antecedidos por períodos de pesquisa motivados pela questão e/ou públicos que abordam. Entre as suas criações destacam-se “A Caminhada dos Elefantes” (2013), “The Wall” (2015), “A Visita Escocesa” (2016), “Do Bosque para o Mundo” (2016) e “Montanha-Russa” (2018).
A companhia circula regularmente pelo território português, mas também francês e belga, tendo concebido versões francesas de dois dos seus espetáculos, “La Marche des Éléphants” (2016) e “Au-Delà de la Forêt, Le Monde” (2017).

© Agathe Poupeney

INÊS BARAHONA

Nasceu em Lisboa, em 1977. Licenciada em Filosofia e Mestre em Estética e Filosofia da Arte pela Faculdade de Letras (Universidade de Lisboa).
Fundou e dirige com Miguel Fragata a Formiga Atómica, sendo co-criadora dos espetáculos “A Caminhada dos Elefantes”, “The Wall”, “A Visita Escocesa” e “Do Bosque para o Mundo”. Encenou os espetáculos “A Verdadeira História do Teatro” (2012) para o Teatro Maria Matos e “A Verdadeira História da Ciência” (2013) e “Direito de Autor” (2014) para a Fundação Calouste Gulbenkian. Trabalhou em diferentes domínios da criação, nomeadamente no texto e dramaturgia, com Madalena Victorino (“Caruma” e “Vale”), Giacomo Scalisi (“Teatro das Compras”), Teatro Regional da Serra de Montemuro (“Sem Sentido”), Catarina Requeijo (assistência de encenação ao espetáculo “Amarelo”, texto de “A Grande Corrida” e “Muita Tralha, Pouca Tralha”) e Circolando.
Sob a direção de Madalena Victorino, integrou o Centro de Pedagogia e Animação do Centro Cultural de Belém, onde desenvolveu, entre 2005 e 2008, projetos de relação entre as artes e a educação para público escolar, familiar e especializado. Em 2008, desenvolveu para a Direção-Geral das Artes, com Madalena Victorino e Rita Batista, “O Livro Escuro e Claro”, cuja distribuição acompanhou, dando formação a equipas e professores. Colaborou ainda neste ano na conceção da exposição “Uma Carta Coreográfica” da autoria de Madalena Victorino, para a Direção-Geral das Artes. Integrou a equipa de Giacomo Scalisi, vertentes de Produção e Relação com a Comunidade, na inauguração do Teatro Municipal de Portimão, entre Outubro e Dezembro de 2008.
Dá formação nas áreas da comunicação e escrita para adultos na Fundação Calouste Gulbenkian, Sou – Movimento e Arte, L2G, Circolando e Artemrede.

MIGUEL FRAGATA

Nasceu no Porto, em 1983. Estudou no Colégio Alemão do Porto. É licenciado em Teatro pela Escola Superior de Teatro e Cinema. Completou o Bacharelato em Teatro na Escola Superior de Música e das Artes do Espetáculo.
Fundou e dirige com Inês Barahona a Formiga Atómica (FA). Em 2016 concebeu e encenou o espetáculo “Do Bosque para o Mundo” (FA; coprodução São Luiz Teatro Municipal), cuja versão francesa “Au-Delà de la Forêt, le Monde”, foi coproduzida pelo Théâtre de la Ville (Paris) e se encontra neste momento em digressão em França. Nesse ano, concebeu e encenou ainda “A Visita Escocesa” (FA; coprodução TNDMII), “Pedro, Pedra e Grão” (coprodução Teatro Viriato) e “A Grande Demonstração de Xilofagia” (Fundação Calouste Gulbenkian – Programa Descobrir). Em 2015, concebeu e encenou os espetáculos “The Wall” (FA; fase de pesquisa financiada pela DGArtes; coprodução TMM, Teatro Municipal do Porto, Teatro Viriato, Teatro Virgínia, CCVF e Centro de Arte de Ovar) e ”O Homem sem Rótulo” (coprodução EGEAC). Em 2013, concebeu, encenou e interpretou o espetáculo “A Caminhada dos Elefantes” (FA; financiado pela DGArtes e coproduzido pelo TMM, Teatro Viriato, CCVF e Artemrede), cuja versão francesa “La Marche des Éléphants” (2016) se encontra em digressão em França e na Bélgica.
Em 2013 dirigiu, com Giacomo Scalisi, a 5ª. edição do projeto “Teatro das Compras”, uma produção da EGEAC no âmbito das Festas de Lisboa. Criou e interpretou vários espetáculos que integraram as edições anteriores do mesmo projeto.
Trabalhou como intérprete em espetáculos de Jorge Andrade (Mala Voadora), Madalena Victorino, Cristina Carvalhal, Jacinto Lucas Pires, Catarina Requeijo, Giacomo Scalisi, Rafaela Santos, Vera Alvelos, Bruno Bravo, Diogo Dória, Claudio Hochmann, Pompeu José, José Rui Martins, José Carretas, Gabriel Villela, Agnès Desfosses, entre outros. Em cinema trabalhou com Pedro Palma e Maria Pinto.
Desenvolve regularmente projetos de relação entre as artes e a educação, através da criação de oficinas artísticas, visitas encenadas e pequenos espetáculos para diversas instituições. Colabora também com a editora Orfeu Negro, através da criação de leituras encenadas.